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Novas regras eleitorais brasileiras e o papel das mídias sociais

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O clima político anda tão agitado no país que pouco tem se falado das eleições municipais de outubro deste ano. Há, no entanto, mudanças significativas na legislação eleitoral que podem impactar diretamente na comunicação das campanhas.

A maior e mais conhecida mudança é o fim do financiamento empresarial. Isso significa que partidos e candidatos não poderão mais receber doações de pessoas jurídicas. Como é sabido, o financiamento empresarial sempre foi a fonte majoritária do financiamento eleitoral no Brasil. Essa mudança, portanto, tende a diminuir drasticamente a verba das campanhas políticas.

Há ainda outras mudanças menos comentadas. O período de campanha foi reduzido de 90 para 45 dias, ou seja, foi cortado pela metade. A figura do pré-candidato foi regulamentada e permitirá que uma pré-campanha seja feita, mesmo antes do período de campanha. Neste período, o político pode declarar-se pré-candidato, mas não pedir voto. Além disso, o programa eleitoral gratuito na televisão e no rádio perdeu 10 dias, passando de 45 para 35 dias.

Essas mudanças jurídicas tendem a impactar diretamente a forma de se fazer comunicação em campanhas políticas. Com menos verba disponível e tempo de televisão reduzido, não seria a vez das redes sociais ganharem o protagonismo há tanto já anunciado?

Neste contexto, o fato de poder ter canais próprios de comunicação e trabalhar para construir um público – em geral mais amplo do que o grupo com quem se dialoga presencialmente –  com o qual se possa efetivamente debater ideias e propostas pode fazer ainda mais diferença.

Nina Santos
Nina Santos é doutoranda no Centro de Análise e Pesquisa Interdisciplinar sobre os Media (CARISM) da Universidade Panthéon-Assas. Tem mestrado em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia e especialização em Comunicação e Política pela mesma instituição. Tem experiência profissional no campo da comunicação política, democracia eletrônica e mídias sociais. Durante três anos e meio foi Editora de Mídias Sociais do Instituto Lula.

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