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Fenaj pede valorização dos jornalistas em carta aos candidatos

ResumoA Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) entregou cartas abertas a presidenciáveis e candidatos ao Congresso em 15 de setembro, cobrando piso salarial, regulamentação das plataformas digitais e revogação da Lei do Multimídia. A entidade defende a valorização profissional e condições dignas de trabalho para jornalistas no Brasil.

Federação Nacional dos Jornalistas entregou duas cartas abertas nesta terça-feira (15), uma a presidenciáveis e outra a candidatos ao Congresso. A entidade cobra piso salarial, regulamentação das plataformas digitais e revogação da Lei do Multimídia.

Tarcísio Guedes do Amaral
Por Tarcísio Guedes do AmaralAnalista de Políticas Públicas
Brasília · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Fenaj pede valorização dos jornalistas em carta aos candidatos

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou, nesta terça-feira (15), duas cartas abertas às candidaturas à presidência da República e ao Congresso Nacional. Os documentos reúnem pleitos da categoria e alertam para a precarização e a retirada de direitos dos jornalistas no país, além da necessidade de regulamentação das plataformas digitais.

A Fenaj pede a aprovação do Piso Salarial Nacional e o combate à pejotização, prática que contrata pessoas físicas como se fossem empresas e não lhes confere os direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A entidade também defende a criação do Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo (Funajor), que seria abastecido pela tributação das grandes plataformas multinacionais, para viabilizar a diversidade regional, comunitária e independente.

O que a Fenaj pede aos presidenciáveis

Na carta aos candidatos ao cargo de presidente da República, a entidade defende o fortalecimento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) como instrumento para garantir conteúdos comprometidos com a cidadania e a democracia.

"A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deve, portanto, ser um pilar fundamental para o sistema público de comunicação de nosso país, por meio do fortalecimento de sua autonomia editorial e da garantia de financiamento público adequado e permanente", diz a Fenaj.

O texto também afirma que o avanço das plataformas digitais, situadas majoritariamente nos Estados Unidos, e o uso de recursos como a chamada inteligência artificial desafiam a soberania brasileira e colocam em xeque o futuro da profissão. Segundo a entidade, essas empresas se apropriam do conteúdo produzido pela categoria sem nenhum tipo de contrapartida financeira.

"A utilização de conteúdo jornalístico por essas ferramentas deve não apenas assegurar transparência, mas remuneração justa a quem produziu a informação", acrescenta a federação.

Revogação da Lei do Multimídia no Congresso

Aos candidatos a cargos no Congresso Nacional, a Fenaj pede a revogação da Lei do Multimídia. Sancionada em janeiro de 2026, a lei cria a figura de um profissional apto a exercer diversas funções, como criar, produzir e editar conteúdos, entre outras atribuições.

"É um risco concreto para o futuro de nossa profissão, ao sobrepor uma série de funções historicamente regulamentadas para nossa categoria", diz a entidade.

A federação informou que as cartas estão disponíveis para consulta pública. O teor completo da carta aos candidatos a presidente da República pode ser acessado no site da entidade.

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