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Entidades pedem apoio de candidatos em defesa da agroecologia

ResumoA Campanha Agroecologia nas Eleições em São Paulo reúne mais de 20 organizações da sociedade civil para cobrar de candidatos compromissos com a agroecologia. A carta apresentada defende a redução do uso de agrotóxicos, o incentivo a hortas urbanas e o acesso à terra para agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.

Carta da Campanha Agroecologia nas Eleições em SP reúne mais de 20 organizações e cobra de candidatos compromissos contra agrotóxicos, por hortas urbanas e acesso à terra para agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados.

Marlene Okafor Vieira
Por Marlene Okafor VieiraComentarista de Direitos Humanos
Brasília · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Entidades pedem apoio de candidatos em defesa da agroecologia

Quando a eleição se aproxima, o que chega ao prato de quem mora na periferia de São Paulo depende de decisões que raramente aparecem no horário eleitoral. A Articulação Paulista de Agroecologia, o Movimento Urbano de Agroecologia (Muda), a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e o Coletivo Banquetaço elaboraram uma carta de compromissos para colher assinaturas de candidatos aos cargos do executivo e do legislativo neste ano.

A iniciativa integra a "Campanha Agroecologia nas Eleições em SP", que defende a agroecologia e a democracia como caminhos para superar a fome, a sede e a destruição ambiental. Mais de 20 organizações da sociedade civil subscreveram o documento, entre elas a Associação Brasileira de Reforma Agrária, o Fórum Paulista de Soberania e Segurança Alimentar e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra SP.

Uma das demandas é a garantia de incentivo técnico, econômico e administrativo para agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária, com democratização do acesso à terra e aos recursos para o cultivo de alimentos saudáveis. A carta também pede a capilarização, em todo o estado, da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP), citando a criação e o apoio a hortas urbanas comunitárias que fazem cultivo agroecológico e compostagem de resíduos, inclusive em escolas e demais serviços públicos.

No capítulo dos agrotóxicos, o documento defende o combate à pulverização aérea no estado, com proibição imediata no entorno de escolas, mananciais e comunidades. A estruturação de laboratórios públicos estaduais para monitorar resíduos de agrotóxicos na água e nos alimentos é outra medida apontada como importante, ao lado da promoção de debates no legislativo e no executivo e de campanhas nas comunidades sobre os impactos nocivos desses produtos.

Núcleos de estudos de universidades ligados à agroecologia também assinaram o documento. São vínculos com a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em São Roque. Direito que não chega à ponta é promessa: o caminho legal para corrigir o rumo está justamente em cobrar de quem pede voto o compromisso assinado.

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