# Instituto Vladimir Herzog alerta Fachin sobre interferência dos EUA

> O Instituto Vladimir Herzog enviou carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, alertando sobre risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. A entidade aponta possível não reconhecimento do resultado eleitoral pelo governo Trump, configurando ameaça à soberania nacional. A comunicação solicita medidas preventivas para garantir a integridade do processo democrático brasileiro.

*Comunicação e Política · Destaques · 01 de setembro de 2026 · Tarcísio Guedes do Amaral*

O Instituto Vladimir Herzog enviou carta ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, alertando para risco de interferência dos EUA nas eleições de 2026 e possível não reconhecimento do resultado pelo governo Trump.

O presidente do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, enviou carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, alertando para o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O documento, datado de 19 de agosto, aponta sinais de que o governo do presidente Donald Trump poderá não reconhecer o resultado do pleito para a Presidência da República.

Segundo Sottili, a avaliação foi feita após viagem aos Estados Unidos, onde conversou com lideranças políticas e representantes de entidades da sociedade civil. "Já existe ingerência externa por parte dos Estados Unidos e há um indício muito forte de que, sim, a tendência seguirá nesta crescente com relação às eleições brasileiras para a presidência e o possível não reconhecimento do resultado ao pleito", afirma na carta.

O documento também expressa preocupação com a atuação da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanha processos eleitorais nos países-membros. O instituto pede atenção preventiva das instituições brasileiras para garantir que a organização possa exercer suas funções com autonomia, rigor técnico e postura republicana diante das pressões políticas internacionais.

O Instituto Vladimir Herzog pede que o STF se posicione diante das ameaças. Segundo a entidade, um eventual questionamento internacional do resultado eleitoral poderia afetar a legitimidade da Corte e ser utilizado internamente para contestar decisões judiciais. "Um eventual questionamento internacional do resultado eleitoral pode deixar de ser apenas um problema diplomático quando passa a ser utilizado internamente para deslegitimar decisões judiciais, estimular o descumprimento da Constituição, atacar a independência do Poder Judiciário ou sustentar iniciativas voltadas à ruptura da ordem democrática", afirma a carta.

O número desmente o discurso? Não há dados orçamentários em jogo, mas o alerta coloca em perspectiva a fragilidade institucional diante de pressões externas. A carta não traz medidas concretas, apenas um pedido de posicionamento. Resta saber se o STF responderá à altura do alerta, garantindo a autonomia do processo eleitoral brasileiro.

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