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Debate Globo: Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e propostas

Em debate na TV Globo, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um embate marcado por acusações mútuas e defesa de propostas. O atual presidente reagiu a uma fala de Lula sobre seu histórico no mundo do trabalho, enquanto o petista questionou o voto de Flávio em licença-m

Osmar Pereira da Mata
Por Osmar Pereira da MataColunista de Política Externa
Brasília · 26 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
Debate Globo: Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e propostas

O embate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no debate da TV Globo foi palco de intensas trocas de acusações e defesas de propostas. O atual presidente reagiu com indignação após Flávio Bolsonaro se referir a ele como "nove dedos", uma alusão ao acidente de trabalho que Lula sofreu em 1964, aos 17 anos, perdendo o dedo mínimo da mão esquerda. Lula declarou: "Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal". Flávio Bolsonaro, em seguida, pediu desculpas a Lula pela ofensa. O debate prosseguiu com Flávio questionando o aumento da população em situação de rua durante o governo Lula, citando dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua. Segundo o observatório, 365,8 mil pessoas estavam em situação de rua em dezembro de 2025, um aumento de 55% em relação a 2022. Pesquisadores, no entanto, apontam possíveis diferenças metodológicas na contagem.

Lula, por sua vez, questionou Flávio Bolsonaro sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu a posição e afirmou ter mudado de opinião após se tornar pai, mas Lula criticou a justificativa, considerando-a evasiva. O petista também apontou a forma como Flávio se referiu ao Bolsa Família, citando postagens antigas em que chamou o programa de "bolsa-farelo", classificando como "falta de respeito com o povo pobre desse país". Flávio respondeu que pretende manter e ampliar os benefícios sociais. Em outro momento, Flávio Bolsonaro abordou o endividamento das famílias brasileiras e a dívida pública, atribuindo ao governo Lula os juros elevados. Ele citou uma dívida de R$ 11 trilhões, referente à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) medida pelo Banco Central. Lula rebateu, atribuindo o problema à política de juros do Banco Central e mencionando uma operação de renegociação e perdão de dívidas de R$ 15 bilhões para 4,5 milhões de pessoas, iniciativa que, segundo ele, já havia sido enviada ao Senado. Lula também criticou a gestão da pandemia e questionou Flávio sobre declarações de um integrante de sua equipe econômica a respeito de cortes no Sistema Único de Saúde (SUS), defendendo o papel do SUS na redução de mortes por Covid-19. Flávio, em resposta, prometeu manter e ampliar investimentos no SUS, mas criticou a gestão atual, filas e financiamento.

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