Unidade Popular formaliza candidatura de Samara Martins a presidente
O partido Unidade Popular (UP) formalizou neste domingo (26) a candidatura de Samara Martins à presidência da República. A chapa inclui Raquel Bricio como vice. A oficialização ocorreu na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo. Samara é dentista do SUS e dirigente do movim
Unidade Popular formaliza candidatura de Samara Martins a presidente
O partido Unidade Popular (UP) formalizou neste domingo (26) a candidatura à presidência da República de Samara Martins. A chapa anunciada contará ainda com Raquel Bricio como candidata a vice-presidente.
Resposta direta: O Unidade Popular (UP) oficializou neste domingo (26) a candidatura de Samara Martins à presidência, com Raquel Bricio como vice. A convenção ocorreu na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo. Samara é dentista do SUS, dirigente do movimento negro e de mulheres, e defende pautas como reestatização de empresas privatizadas e auditoria da dívida pública.
Convenção nacional define chapa em São Paulo
A oficialização da candidatura ocorreu na convenção nacional do partido, realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, no bairro do Bom Retiro, na capital paulista. O evento reuniu filiados e dirigentes para referendar a chapa que disputará o Palácio do Planalto em 2026.
A escolha do local não é aleatória. A universidade, referência em educação para a população negra, sedia um ato político que busca conectar a candidatura com pautas raciais e de moradia. Samara Martins, 41 anos, dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), acumula trajetória no movimento negro e de mulheres.
Quem são as candidatas da UP
Samara Martins é dentista do SUS, dirigente do movimento negro e de mulheres. Atua no Movimento de Mulheres Olga Benario, que apoia a luta dos sem-teto pelo direito à moradia e principalmente das mulheres negras e pobres. Já Raquel Bricio é guarda portuária sindicalista e uma das fundadoras do Movimento de Mulheres Olga Benario.
A chapa repete a estratégia de 2022, quando Samara foi candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Leonardo Péricles. Desta vez, ela assume a cabeça da chapa, com Bricio como vice. As duas têm perfis complementares: uma vinda da saúde pública, outra do sindicalismo portuário.
Pautas defendidas pela candidatura
Entre as pautas defendidas pela candidata estão a reestatização de empresas privatizadas, a nacionalização de riquezas do país, o aumento do orçamento para questões sociais, além da realização de uma auditoria e da suspensão do pagamento da dívida pública do país.
O programa de governo, ainda não detalhado publicamente, segue a linha histórica da UP: crítica ao capitalismo financeiro, defesa do controle estatal sobre setores estratégicos e prioridade para gastos sociais. A suspensão do pagamento da dívida pública é uma das bandeiras mais antigas do partido, que a vê como instrumento de liberação de recursos para políticas públicas.
A reestatização de empresas privatizadas, como a Eletrobras e a Vale, é outro ponto central. A nacionalização de riquezas, incluindo petróleo e minérios, completa o tripé econômico da candidatura.
Contexto eleitoral e viabilidade fiscal
A candidatura da UP chega em um cenário de fragmentação da esquerda. O partido não tem representação no Congresso Nacional e depende de alianças pontuais para viabilizar a campanha. O financiamento público, via Fundo Eleitoral, será limitado, já que a legenda não atingiu a cláusula de barreira em 2022.
A pauta de auditoria da dívida pública esbarra em dados do Banco Central. Em 2025, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) encerrou em 78,4% do PIB, segundo o BC. Uma suspensão unilateral do pagamento teria efeitos imediatos sobre o câmbio, a inflação e o risco-país, como mostram precedentes históricos.
O aumento do orçamento para questões sociais, por sua vez, exigiria uma reforma tributária ou corte em outras despesas. O Orçamento de 2026, aprovado pelo Congresso, destinou 2,3% do PIB para investimentos públicos, abaixo da média de países emergentes.
Repercussão e desafios
A formalização da candidatura ocorre em meio a discussões sobre a unidade da esquerda para 2026. A UP não integra a federação partidária que reúne PT, PCdoB e PV, e mantém críticas à política econômica do governo Lula. A candidatura de Samara Martins pode fragmentar ainda mais o eleitorado de esquerda, mas também serve como vitrine para o programa do partido.
O principal desafio é transformar a militância em votos. Em 2022, Leonardo Péricles obteve 0,87% dos votos válidos, o que garantiu à legenda tempo de TV e acesso ao fundo partidário. Para 2026, a meta é superar esse patamar e consolidar a UP como alternativa à esquerda do PT.
Perguntas Frequentes
Quando foi formalizada a candidatura de Samara Martins?
A candidatura foi formalizada neste domingo (26), durante a convenção nacional do partido Unidade Popular (UP), realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo.
Quem é a vice na chapa da UP?
A vice é Raquel Bricio, guarda portuária sindicalista e uma das fundadoras do Movimento de Mulheres Olga Benario.
Quais são as principais pautas da candidatura?
Reestatização de empresas privatizadas, nacionalização de riquezas, aumento do orçamento social, auditoria e suspensão do pagamento da dívida pública.
Samara Martins já foi candidata antes?
Sim, em 2022 ela foi candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Leonardo Péricles, também pela UP.
Onde ocorreu a convenção da UP?
A convenção ocorreu na Universidade Zumbi dos Palmares, no bairro do Bom Retiro, na capital paulista.
Qual a profissão de Samara Martins?
Samara é dentista do Sistema Único de Saúde (SUS) e dirigente do movimento negro e de mulheres.
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