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Edmilson Costa defende jornada de 30 horas e fim da escala 6x1

ResumoEdmilson Costa, candidato do PCB, defende em seu plano de governo registrado no TSE a jornada de 30 horas semanais sem redução salarial e o fim da escala 6x1. O documento propõe ainda reforma agrária popular e salário mínimo calculado pelo Dieese.

No plano de governo registrado no TSE, Edmilson Costa (PCB) propõe jornada de 30 horas semanais sem redução salarial, fim da escala 6x1, reforma agrária popular e salário mínimo necessário segundo o Dieese.

Marlene Okafor Vieira
Por Marlene Okafor VieiraComentarista de Direitos Humanos
Brasília · 17 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Edmilson Costa defende jornada de 30 horas e fim da escala 6x1

O candidato à Presidência Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), propõe jornada de 30 horas semanais sem redução salarial e o fim da escala 6x1. As medidas estão no plano de governo Construir o Poder Popular, Rumo ao Socialismo, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que muda no mundo do trabalho

A jornada de 30 horas semanais sem corte de salário e o fim da escala 6x1 são as duas mudanças mais diretas para quem trabalha sob carteira assinada. O programa também prevê a recomposição do poder de compra por meio do salário mínimo necessário, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Por trás do número há um rosto: a escala 6x1 atinge sobretudo setores de comércio e serviços, onde o descanso semanal vira exceção. A proposta do PCB trata o tema como reforma estrutural, não como ajuste pontual de convenção coletiva.

O que mais está no plano

O documento do PCB reúne objetivos políticos, econômicos e sociais. Entre eles, a reforma agrária popular, o fim do arcabouço fiscal e a adoção de uma lei de responsabilidade social para financiar políticas sociais. Saúde, transporte coletivo e educação aparecem como serviços 100% públicos.

No trecho sobre política externa, o programa fala em "luta permanente contra o imperialismo" e solidariedade a Cuba, à Palestina, ao povo do Irã, da Venezuela e "todos os povos que enfrentam a velha ordem imperial".

A proposta também defende o fim dos monopólios nas comunicações, a estatização de áreas estratégicas (água, energia, saneamento) e um programa de moradia popular digna, além do combate a discriminações e preconceitos.

O que diz o próprio documento

"Defendemos o fim dos monopólios nas comunicações; a estatização das áreas estratégicas da economia e dos setores produtores de bens necessários à vida, como água, energia, saneamento etc.; a proteção ao meio ambiente; um amplo programa de moradia popular digna; o combate às opressões e a todo e qualquer tipo de discriminação e preconceito", afirma o plano.

A candidatura apresenta a proposta como um novo caminho para o Brasil. O objetivo declarado é "romper com a velha ordem oligárquica, excludente e subordinada ao capital internacional", inaugurando um novo tempo político, econômico e social fundado na soberania popular.

A Agência Brasil publica de hoje (17) a domingo (20) matérias com os programas de todos os candidatos à Presidência, em ordem alfabética. Nesta quinta (17), saem as matérias de Augusto Cury, Clariana Barão e Edmilson Costa.

Direito que não chega à ponta é promessa. Para o eleitor, o caminho legal de correção é acompanhar o plano registrado no TSE e cobrar, de quem for eleito, a tramitação das mudanças no Congresso. como consultar programas de governo no TSE

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